segunda-feira, 14 de abril de 2008

DOUBT ON!


“Duvido, logo existo”.


Benjamin Franklin tem um lindo pensamento de que é melhor acordar do que dormir e é melhor saber do que imaginar. Ele que me perdoe, não que eu seja uma super dorminhoca, nem que discorde do que BJ disse, mas acontece que a dúvida é essencial.
O que seríamos de nós pensantes sem nossas constantes dúvidas?
Apesar de estar nesse momento, em particular, achando ser ainda mais torturada pelas minhas dúvidas, deixo isso de lado pra começar a pensar sobre e olhe só, defendê-las.

Dúvidas podem trazer medo, angústia e ansiedade, mas por outro lado, elas são recheadas de ESPERANÇA. Enquanto estamos em dúvida, um milhão de possibilidades estão reservadas, loucas pra acontecer.
Outro ponto, é que se a vida fosse muito certa, a primeira certeza que eu teria é que a vida seria muuuito chata. O que seria de nossas imaginações férteis se elas não pudessem ser usadas? O Incra provavelmente iria declarar terras improdutivas e os sem-terras tomariam posse? Noossa, que analogia foi essa? Bom, pelo menos serve de exemplo do rumo que tomaria nossa imaginação se não houvesse a dúvida nossa de cada dia.

O que seria dos minutos, horas, dias, anos que gastamos imaginando, tentando descobrir o que é. Imaginem o mundo sem a dúvida...Sem dúvida seria um caos!
Já que eu apóio a dúvida e nesse kit, a imaginação vem embutida. Imagine só como seria se nunca mais ficássemos duvidando de tudo que a gente dúvida. Como quando estamos falando mal daquela pessoa e ela aparece do nada, trazendo com ela a dúvida: será que ela ouviu? O que seria de todo o tempo não mais gasto analisando todo o comportamento da pessoa pra tentar ter achar uma pista que nos faça chegar a uma conclusão? O que faríamos com tanto tempo? Como seria chato não poder imaginar o melhor ou o pior que pode acontecer daquela situação que você está passando. Imagine-se não podendo imaginar se aquela pessoa se ofendeu e em que grau. Será que ela vai te perdoar? E se ela o fizer? E se não? E se? E se? Eu acabo de descobrir que sou uma fã (meio enrustida) do “E se?”. E acho que não estou sozinha nesse fã-clube. Poderia ficar o dia todo lembrando de coisas que defendem a dúvida, mas como simpatizei com a dúvida, acho melhor vocês imaginarem por si próprios.

Antes de terminar a minha defesa, entrego as últimas e melhores cartas.
Porque é quando estamos mergulhados no mais profundo mar de possibilidades que as dúvidas trazem que nossas escolhas vão sendo feitas e, por conseqüência delas nossas vidas acontecem.
Não acho que seja aconselhável viver duvidando de uma coisa só, até porque esta é outra patologia, a paranóia. Mas, acho que é vital estarmos sempre em dúvida quanto a qualquer coisa. Até porque sabemos que enquanto houver vida, haverá a dúvida. E de certezas incontestáveis já bastam as duas que levamos por toda a nossa vida. Sendo que a melhor já se cumpriu (nascemos, e para os cariocas naiscemosss!) e agora, por menos que esperemos, nos resta viver enquanto a segunda certeza não se cumpra, pois quando ela se cumprir... Tchau vida, tchau dúvidas!

OBS: Se você achou esse texto cartesiano demais, só lhe resta duvidar de tudo que foi escrito. Duvide mesmo. Duvidar é viver, então vida longa à dúvida!

Se depender de mim, a dúvida não morre. Até porque eu duvido que alguém goste deste texto.

Um comentário:

  1. Essa eh a jornalista q eu conheço hehe....
    e neh... me lembrei do numero 23..
    grava no tumulo a duvida "E se"...
    mas duvidas sao boas.... o bial concorda... duvida e filtro solar na cabeça.. hehe mas procura as respostas em..!!!
    eh... amanha to partindo...
    parece q o JG vai tambem...
    fuii....

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